segunda-feira, 29 de junho de 2009

FRANCAMENTE EX-CELENCIA

por Lucia Hippolito

Apanhado com a boca na botija recebendo mais de R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, sendo proprietário de uma confortável residência em Brasília e dispondo ainda da residência oficial da Presidência do Senado, José Sarney pediu desculpas e alegou que não pediu auxílio-moradia e que "alguém" vem depositando em sua conta o auxílio-moradia desde meados de 2008.

(Na última terça-feira Sarney afirmara categoricamente que não recebia auxílio-moradia. Pelo visto, a memória voltou subitamente.)

O que dizer de um cidadão brasileiro que, checando sua conta bancária, encontra depósitos mensais de de mais de R$ 3.000,00 e não tem a curiosidade de conhecer a identidade desse benfeitor anônimo que todo mês pinga um "capilé" em sua conta?

Sarney é um fofo! E dizer que uma pessoa assim foi presidente da República por cinco longos anos!

José Sarney não é um iniciante na política. Bem ao contrário. Deputado federal pela UDN em 1958 (há 51 anos!), governador em 1965 (com uma ajudinha do recém-criado SNI), senador, presidente da República, três vezes presidente do Senado. Sarney já foi tudo neste país.Criou uma dinastia. Tem a filha e o filho na política.

Será que Sarney não sabe o que é certo e o que é errado? O que pode ser legalmente aceitável mas é eticamente inaceitável? Ou sabe e não se importa?

Um senador da República, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, que tem residência em Brasília e tem ainda ao seu dispor a residência oficial do Senado, não lê seu contracheque ou não sabe que auxílio-moradia não se aplica?!

Desde a terceira eleição de Sarney para presidente do Senado, em 2009, os cidadãos brasileiros já tomaram conhecimento de que ele requisitou seguranças do Senado para fazer a segurança de sua residência em São Luís (MA), embora ele seja senador pelo Amapá.

Os cidadãos brasileiros também tomaram conhecimento de que, das 181 diretorias descobertas no Senado, pelo menos 50 foram criadas por José Sarney.

Os cidadãos brasileiros tomaram conhecimento, ainda, de que uma assessora para as campanhas de Sarney e da famiglia Sarney era também, nas horas vagas, diretora do Senado.Flagrado, Sarney afastou a diretora... E a nomeou como assessora especial.

O que será que o senador Sarney pensa de nós, eleitores? Que somos um bando de bobos. Que aceitamos qualquer coisa.

Francamente, Excelência. Isto é inadmissível.

O melhor a fazer é renunciar à presidência do Senado..

Além de devolver o dinheiro público, naturalmente.


Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes,
que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos
ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos
tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e

seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos

todo dia.
(
Nelson Motta).

http://www.forasarney.com/charges/


(NO COMEÇO DO VIDEO ANEXO EXISTE UM ERRO: É REGENERAR).

domingo, 28 de junho de 2009

BRASIL - PAIS DA FALTA DE DECENCIA POLITICA

Parece-me que as mais respeitadas e eminentes personalidades, entre as quais, William Waak, Jô Soares, Lucia Hippolito, Lílian Witefibe, Cristiana Lobo, Mônica Waldvogel, Diogo Mainardi, Alexandre Garcia e outros pelas quais cultivo grande admiração, não observaram um aspecto vital nas analises relacionadas a observação do Estado Democrático de Direito.

Faltou observar uma peça da mais elevada importância, a meu ver a mais relevante de todas, no processo do Estado de Direito. A popularidade de quem quer que sejam os presidentes/políticos não os confere poderes especiais para que os mesmos sintam-se ou ajam ACIMA do Estado de Direito, imunes ou impunes aos seus ditames; estão TODOS sujeitos ao “ORDENAMENTO DA LEI”, também conhecido como ‘the Rule of Law’, pilar central que realmente define a democracia.

O fato lamentável e irregular é que nossos poderes constituídos governam COM o sistema ‘the Rule of Law’, não SOB o ‘the Rule of Law’; o próprio foro privilegiado caracteriza essa violação.

Nas democracias desenvolvidas TODOS, sem exceção, estão sujeitos (SOB) ao ‘the Rule of Law’, independente da popularidade individual ou coletiva que possuam. Um exemplo recente de como funciona o sistema “The Rule of Law” é o que recém observamos no Parlamento da Inglaterra.

É fundamental que esse ponto vital seja elucidado; não é apenas o fato de existirem eleições que qualifica uma Sociedade como democrática.

O sistema real em que vivemos hoje em nosso País é mais funesta e tenebrosa que uma ditadura declarada; na verdade é um sistema tirânico; uma ditadura disfarçada onde reina a corrupção desenfreada, a mentira deslavada, a impunidade, a injustiça e a desigualdade.

O cidadão Brasileiro clama para que seja adotado urgentemente esse preceito central da democracia – o sistema “The Rule of Law”, o real Estado de Direito.